Eu também te amo. Eu gostei do video, você já está falando muito melhor. O seu dó-ré já está melhor, já está virando um dó-ré mesmo. Estou com saudades. Aqui é muito bom. Você acredita que aqui faz sol de noite? Mas eu durmo mesmo assim. Aqui, Iúna, tem uma pista só para bicicletas e pessoas. As crianças podem sair sozinhas de casa e eu já conheço dois parquinhos para os quais já fui várias vezes. Ganhei uma bicicleta nova bem maneira. Aqui é muito bom e estou muito bem. Vou mandar fotos da minha bicicleta nova. A gente conversa mais pelo skype.
Eu também te amo. Eu gostei do video, você já está falando muito melhor. O seu dó-ré já está melhor, já está virando um dó-ré mesmo. Estou com saudades. Aqui é muito bom. Você acredita que aqui faz sol de noite? Mas eu durmo mesmo assim. Aqui, Iúna, tem uma pista só para bicicletas e pessoas. As crianças podem sair sozinhas de casa e eu já conheço dois parquinhos para os quais já fui várias vezes. Ganhei uma bicicleta nova bem maneira. Aqui é muito bom e estou muito bem. Vou mandar fotos da minha bicicleta nova. A gente conversa mais pelo skype.
É a história do Lagarto. É um lagarto medroso que não imagina como aqueles gigantes gostam dele. Na vida, às vezes, é assim: ficamos assustados e alertas, mal sabemos que os outros, muitas vezes, querem ser amigos. Quando estamos nos aventurando em outro país tem momentos em que nos sentimos como esse lagarto e, com o passar do tempo, fazemos novos amigos e o medo se transforma em querer bem! Assim, desejo ao Cauê muitas novas amizades. E o lagarto também me faz lembrar da casa dos nonos. A escada de pedras, as folhas caídas, o sol...
Um abraço bem apertado da Titia Carol.
Saudades.
Ele esperava pegar seu filho naquele dia, como deveria acontecer em todas as quartas, mas por ser acusado de arruinar a vida de sua ex-mulher, fora privado disso, acabou tendo que se contentar com um passeio breve. Ao deixar novamente seu filho na casa de sua ex, eles sofrem juntos, pai e filho, em despedida sentida, até que puxado das grades que o separava de seu pai, nada mais resta ao filho além de acenar, juntar ambas as mãos à boca e enviar um beijo, beijo que atravessaria qualquer grade, qualquer barreira, para alcançar o coração do pai, beijo melancólico, cheio da tristeza de partir, da tristeza de deixar.
É algo que não sei explicar, algo que acontece desde que o Cauê nasceu, uma espécie de conexão muito, muito forte, além de amar uma outra pessoa com qualquer tipo de amor, é algo que faz eu me sentir às vezes até mal com isso, pois é ruim quando alguém sofre simplesmente por que você está sofrendo.
Tinha um lance que a Debra gostava de me policiar: ela dizia que eu fazia tudo para as outras pessoas, que as pessoas se escoravam em mim, que eu era bobo. Fico pensando, ah se ela soubesse como é bom ser bobo, como é bom fazer algo para alguém sem precisar cobrar e como é bom ter alguém que lhe faz bem sem ter lhe pedir nada em troca. O que acontece é que o mundo fica muito mais feliz.
Domingo nem é tão ruim, ao menos não mais, não tenho do que reclamar, é um dos melhores dias da minha semana, uma vez que é um dos dois dias em que fico com o Cauê na semana, o que é pouco para mim. Então se você sai no sábado depois que seu filho dorme, vai à formatura de um de seus melhores amigos, chega em casa às 4h da matina, acorda às 6h, faz mamadeira, por preguiça fiz com as paradinhas instantâneas, ele relutou em tomar, mas acabou tomando quando viu que eu estava meio cansado, brinca na quadra com seu filho e todos os seus amiguinhos e amiguinhas, que sempre reclamam sua falta durante toda a semana, sobe para tomar um suco, um banho, tirar uma sonequinha enquanto ele também tira a dele, curtinha. Você almoça com seu filho, que aprovou o risoto da nonna dele, lava algumas louças enquanto ele brinca, desce mais um pouco, dessa vez a turma que está brincando é maiorzinha, então só nos resta escalar o alambrado da quadra para entender o que são esses sapatos com rodinhas em baixo, vamos passear no Dragão do Mar, muitas brincadeiras lá, ficamos todos com fome e cansados, voltamos para casa, parada para abastecer, o Cauê me confidencia que o Mucilon de Arroz é sua mamadeira preferida na casa da mãe dele, chegando em casa, fazer janta, sempre em dobro, que assim sobra um pouco para mim e eu mantenho o controle de qualidade do que ele come, ao menos em termos de sabor, brinca mais um pouquinho, toma banho, brinca mais um pouquinho, 8h dormindo como um anjo e eu aqui fazendo esse post, apenas para discordar do Leminski, uma vez que meus problemas me visitam muito mais durante a semana que no final de semana, no final de semana somos juntos, somos fortes, eu e o Cauê.
E a que ele já está começando a cantar...
Boi, boi, boi, boi da cara preta,
pega esse menino que tem medo de careta
Boi, boi, boi, boi da cara preta
pega essa menina que tem medo de careta
Boi, boi, boi, boi da cara preta
pega essa criança que tem medo de careta
Eu agora morrendo de saudades do Cauê... :(
outra música que ele adora e sem dúvida a minha preferida
(o celo da intro arrepia)
Na na na ni ni na no, gira a terra o sol girou
Na na na ni ni na no, traz na roda o meu amor
Na na na ni ni na no, passa tudo, o tempo e a dor
Na na na ni ni na no, só não passa o meu amor
Passa o tempo da tristeza
Passa o tempo da alegria
Passa o sonho, a esperança
mas também passa a agonia
só não passa o meu amor, na na na ni ni na no


